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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Memórias da minha infancia...

Guardo com muitas saudades lembranças que fazem parte da minha bagagem existencial, principalmente lembranças inesquecíveis da minha infância. È uma viagem ao meu mundo interior, viagem que não deixo apagar da minha memória porque foram m
omentos vividos, saudosos e inesquecíveis, porque não lembrar? abre uma lacuna na minha história pessoal, por isso recordo sempre aquilo que as pessoas e os acontecimentos deixaram em mim.Passeios que fazia pelos becos da minha aldeia,as brincadeiras com as rodas de carros,as idas as grutas onde para lá entrar precisavamos de velas e consoante iamos percorrendo a gruta iamos deixando um rasto de luz para chegarmos ao fundo das grutas onde parecia interminavel aquele percurso,são memorias que não esqueço...Tomavamos banho nos tanques públicos da aldeia onde a agua era turva,mas nunca nos importamos com isso,era a nossa piscina :) No Outono caminhavamos pelos campos á procura das castanhas caídas no chão e enchiamos os bolsos Delas para fazer os nossos magustos,eram belos tempos,não fossem esses tempos pertencer a uma fase tão bonita como é por norma a infância de cada um...
Hoje, já com meus 37 anos, muitos cabelos prateados vejo que meus sonhos não morreram...Sou o espelho da minha própria existência. Lembranças...muitas lembranças...Amarguras...saudades...decepções.
Os anos passam, as rugas aparecem, e aprendemos a lidar com elas. São expressões na linha do tempo das alegrias e tristezas vividas, que fazem parte da minha vida.E pronto hoje decidi remeter aqui alguns dos meus pensamentos de infância,como diz a musica recordar é viver e é isto e muitas mais coisas que me vão fazendo sentir viva e mesmo nestes momentos de nostalgia sinto que tenho sorte por ter nascido numa aldeia e ter trilhado caminhos sinuosos que hoje são apenas lembranças por estarem cobertos pelas ervas e o mato e que á medida que o tempo passa vão perdendo a forma de caminhos e transformam-se em pequenos montes,mas que na minha memoria serão sempre os caminhos que percorri um dia quando criança...

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