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terça-feira, 8 de março de 2011

● A VIDA MUDA - NOS .

É interessante como ficamos vulneráveis quando passamos por muitas dificuldades, sejam de que natureza forem. A instabilidade emocional faz com que quaisquer lembranças, saudades, incompreensão, culpa se tornem estopins para desencadear sentimentos de tristeza que se confundem até com melancolia e angústia. Como definir o que sentimos? Em momentos de tristeza, sinto-me só e melancólica, apesar de ser difícil definirmos a dor. Da uma certa vontade de estar em qualquer outro lugar, que não aqui. Onde, não sei. Menos aqui. É uma angústia que toma conta, quando se instala aquela dor forte lá no fundo, no peito, coração, alma, sabe-se lá onde ela se instala, mas que dói, ah! dói. Daí à vontade de chorar é um pequeno passo. É uma necessidade de colocar a dor para fora e dizer que sim, nós estamos tristes, solitários e profundamente angustiados. Nessas horas, a nossa fragilidade torna-nos suscetíveis aos sentimentos mais pessimistas. Porém, nsses momentos de horrível angústia só podem levar-nos a uma certa vontade de mudar, e nada mais... Ninguém quer viver melancolicamente para sempre. Se num dia caímos, no outro já é hora de levantar, sair e pensar em que podemos melhorar, em que podemos mudar. Porque dentro de nós há alguém que tem sonhos, e que, acima de tudo, deve realizá-los e ser feliz. E se a felicidade não está aí o tempo todo, valorizar esse despertar deve ser o nosso objectivo. Portanto, respeitemos os nossos dias de solidão, tristeza e angústia, choremos o que tivermos para chorar, mas vislumbremos o novo dia, aquele em que nos levantaremos para nos reconstruir e nos fortalecermos... Novo dia de céu azul e sol quente, mas também o dia cinza, nublado e com chuva, vento e frio. Sim, pois é a adversidade que nos testa constantemente e nos faz querer mudar e crescer, criar e realizar. Temos dentro de nós aquela chama impulsionando a buscar o que ainda nem conhecemos. Portanto, devemos mesmo levantar e escolher o caminho, prosseguir e progredir, mesmo que tenhamos vontade de chorar de vez em quando. O que precisamos é ter a certeza de que somos maiores que qualquer dor...
A vida é como areia que nos escapa das mãos.
Não podemos segurar o que não nos pertence…
É como um tesouro do qual vemos apenas um clarão. O tesouro em si, só o veremos mais tarde
Todos nós deixamos a marca na areia da vida…
Depois vem o vento e apaga as nossas pegadas, ou então outros pés deixam marcas mais frescas, mais profundas ou mais duráveis…
A vida parece-se com a areia, na medida em que é feita de momentos muito pequenos, como se fossem grãos, como se fossem fragmentos de uma rocha maior, que não podemos alcançar de uma só vez...
Estende-se junto à imensidão do Universo, como a areia junto ao mar..
A vida muda e muda-nos com tudo o que nos acontece...
Assim como os ventos mudam as dunas, as ondas e as marés!...

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